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Caesb ensina técnicas para conter vazamentos em casa

Além dos cuidados básicos para reduzir o uso da água e evitar desperdício em tempos de crise hídrica, é necessário tomar cuidado com vazamentos no sistema interno de cada imóvel.

A importância dessa atenção vai além do acréscimo na conta cobrada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). O vazamento de água pode colocar em risco a integridade da edificação e a segurança dos moradores.

Exemplo disso é quando o problema ocorre na caixa de gordura. Como o sistema de abastecimento funciona por meio de pressão, se a água vazar para o esgoto, pode forçar a tubulação até que ela estoure.

Para garantir a segurança da casa e evitar desperdícios, a Caesb tem orientações para testes que podem ser feitos nas residências.

Tipos de testes para descobrir vazamentos

As verificações de vazamentos no sistema de abastecimento dentro do lote podem ser divididas em quatro tipos:

  • Iniciais
  • Do hidrômetro até a caixa d’água
  • Após a caixa
  • Especiais

Os testes iniciais são dois. O primeiro é o do hidrômetro, em que o usuário deve anotar os números pretos e vermelhos do medidor antes de dormir, quando não for mais usar água. Pela manhã, sem consumo a mais, há indício de vazamento se houver mudança nos dígitos.

Na outra verificação, deve-se fechar o registro e abrir uma torneira até que a água pare de correr. Então, um copo é colocado na boca do registro com líquido suficiente para passar da altura da saída. Se houver sucção, existe perda no sistema.

No teste do hidrômetro até a caixa d’água, a indicação é amarrar a boia da caixa e marcar a altura do líquido. Os números do hidrômetro não devem mudar, assim como o nível de água não deve diminuir depois de duas horas sem uso do abastecimento.

Depois da caixa d’água, os dois testes são feitos no vaso sanitário. Em um, joga-se borra de café na água. Se ela não ficar depositada no fundo, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga.

Outra forma de testar a caixa de descarga é verificar com um papel higiênico se há água escorrendo pelas bordas internas do vaso sanitário. Depois, deve-se esgotar o fluido. Há escoamento se a bacia voltar a acumular líquido.

Os testes restantes envolvem casos específicos, como em residências com piscinas e em prédios com reservatórios. No primeiro, deve-se encher um balde com água até cerca de 5 centímetros da borda e marcar a altura tanto no recipiente quanto na piscina.

Depois, o balde deve ser preso na piscina sem que haja troca de líquido entre os dois. A variação dos níveis de ambos deve ser a mesma depois do período de 24 horas.

Já em reservatórios, o registro e a torneira são fechados, enquanto a bomba de recalque é desligada. Então, o nível da água é marcado. Se houver diminuição do volume depois de duas horas, há vazamento.

Em casos de escoamento indevido, a Caesb permite que os usuários peçam revisão no valor das cobranças. Basta que o proprietário do imóvel conserte o vazamento, deixe o local exposto e comunique o fato à companhia para uma vistoria.

A Caesb destacou que o faturamento só é feito quando a perda não é perceptível, geralmente sob a terra ou sob o piso, situação em que a descoberta do escoamento e a correção são de responsabilidade do usuário.

Nesses casos, o que a Caesb pode fazer é informar ao proprietário do lote sobre anormalidades no consumo em patamar elevado. Cabe ao morador fazer a inspeção das instalações.

Caso o vazamento não seja corrigido, a tendência é que a conta fique mais cara a cada mês, pois o escoamento normalmente aumenta com o tempo. Se o usuário notificado não fizer o conserto, a Caesb pode suspender o fornecimento.

 

DA AGÊNCIA BRASÍLIA

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